quarta-feira, 11 de julho de 2012

Novo surto da crise à vista

Wolfgang Münchau, é editor do Financial Times e especialista em União Europeia. Em relação a esta última, publicou um artigo, ontem, cujo título é “Solução da crise nem em 20 anos”.

O Valor Econômico anuncia que o desemprego nos Estados Unidos está em 8%. Maior que a taxa média de 5,4% das sete décadas pós a Recessão de 1929. Estes números vêm derrubando as bolsas mundiais nos últimos dias.

Por aqui, a Bolsa desabou 3%, ontem, por outras razões. A baixa foi puxada pela queda das ações da Vale e Petrobras. É o reflexo de números ruins na economia chinesa. A dependência brasileira em relação ao gigante asiático já começa a nos custar caro.

Francois Chesnais publicou a primeira parte do artigo “A luta de classes na Europa e as raízes da crise econômica mundial”. O texto é muito bom e está disponível no site da Carta Maior. O marxista francês afirma que “não há nenhum ‘fim da crise’ à vista”.

A economia mundial está mais integrada do que nunca, dizem todos. E de seus três principais polos, Estados Unidos e Europa descem ladeira abaixo. O polo chinês não dá sinais muito animadores.

A verdade é que as contradições econômicas que levaram à crise de 2008 continuaram se acumulando. Houve seguidas transferências de verbas públicas aos bancos. É como oferecer bebida gratuita a um alcoólatra, com a condição de que largue o vício.

As nuvens pretejam nos céus mundiais. Não foi por falta de aviso. Alguns deles foram reunidos em pílulas anteriores. Veja, abaixo:

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