quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Contra o reformismo, trabalho de base

Encerrando os comentários sobre “O mito da Aristocracia Operária”, de Charles Post, é importante destacar o que o autor considera ser o ponto de partida para a criação das condições materiais e ideológicas no enfrentamento do reformismo entre os explorados.

Trata-se da necessidade de promover a auto-organização dos trabalhadores e sua auto-atividade. Principalmente, nas lutas iniciadas nos locais de trabalho, mas não limitadas a eles. Uma atividade que deve incluir também o combate a valores conservadores como racismo, machismo, homofobia, xenofobia...

Além disso, é preciso superar os obstáculos criados pela burocracia sindicais, partidárias e de outras organizações populares. Ainda que utilizem um discurso combativo, a estes setores interessa a manutenção da ordem para a perpetuação de seus privilégios.

As maiores ameaças continuam a vir do institucionalismo paralisante. De um lado, pesadas estruturas que engessam a luta. De outro, a priorização da atuação eleitoral.

Estamos falando, claro, do bom e velho trabalho de base, de baixo para cima. Sempre acompanhado da disposição de estar presente em todas as frentes de luta contra a opressão e a exploração capitalistas. Não apenas nas lutas econômicas, mas em defesa dos direitos e da ampliação das liberdades para amplas maiorias.

Na verdade, foi essa combinação que permitiu que as grandes revoluções acontecessem, desde a Comuna de Paris até as jornadas revolucionárias mais recentes.

Tudo isso, porém, implica respeitar a capacidade crítica de que são capazes os setores explorados e oprimidos. Estes, quando se mobilizam, avançam para muito além do que podem nossas vãs teorias. Somente assim seremos capazes de tornar a luta por reformas um caminho sem volta pela revolução. 

2 comentários:

  1. Sei não, faz tempo que estou percebendo um cheirinho de basismo da sua parte...rsss

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