quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Na Europa, greve geral contra a barbárie

No Manifesto Comunista, Marx e Engels defendem o socialismo como necessidade histórica. Mas isso não quer dizer que ele virá de qualquer modo. Eles também se referem a outra possibilidade. Não se viabilizando uma saída revolucionária, dizem eles, é possível que aconteça a "ruína comum das classes em conflito".

Rosa Luxemburgo resumiria brilhantemente esse dilema: “socialismo ou barbárie”. Podemos dizer que é essa escolha que está em jogo na Europa, hoje. O “velho continente” está no centro da crise que começou em 2008. O desemprego supera os 10% na região. Mas na Espanha, é de 25%. Na Grécia, chega a 24% e, em Portugal, quase 16%. A miséria também ataca os ainda empregados.

Essa situação criou um clima perfeito para o crescimento do racismo e do ódio aos estrangeiros. O conservadorismo vai se transformando em fermento para o fascismo. Diante disso, não adianta esperar reações dos governos. Desde que o fascismo surgiu, os aparelhos estatais toleram sua existência se isso servir para acuar os movimentos populares.

A saída, então, só pode ser a unidade e a luta dos trabalhadores. É por isso que, hoje, 14 de novembro, pode haver uma grande greve geral na Europa. Os trabalhadores de Portugal, Espanha, França, Grécia, Itália, Chipre e Malta prometem cruzar os braços. É preciso dar um basta às medidas que penalizam os povos europeus.

É famosa a primeira frase do Manifesto Comunista: “Um espectro ronda a Europa”. Infelizmente, não se trata do comunismo, atualmente. O que vem assustando os europeus e o mundo é o fascismo. É preciso esmagá-lo. Lá e onde mais surgir.

Leia também: O lixo de que se alimenta o fascismo

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