quinta-feira, 24 de junho de 2010

EUA: nasce um monstro imperialista

Em seu livro “Uma história do povo dos Estados Unidos”, o historiador Howard Zinn conta a história do nascimento da “nação ianque”. Na verdade, um monstro imperialista. A começar por sua declaração de independência. Segundo Zinn, o famoso documento não incluía os interesses de indígenas, negros e mulheres.

Não é para menos. Quase 70% dos que assinaram a declaração haviam sido funcionários da administração colonial. Colaboraram na obra de matança, exploração e dominação. Não teriam porque não continuar a fazer o mesmo depois de se livrarem dos ingleses.

Entre os principais idealizadores da declaração estavam George Washington, Benjamin Franklin e Thomas Jefferson. Os primeiros eram dois dos homens mais ricos da colônia. Jefferson foi um grande proprietário de escravos.

A declaração costuma ser elogiada por defender princípios de justiça, liberdade e igualdade. Mas, quase ninguém comenta um trecho do documento que faz referência aos indígenas como seres “selvagens e impiedosos, que adotavam como regra de guerra a destruição sem distinção de idade, sexo e condições”.

Com uma certidão de nascimento dessas, não é difícil entender como foi parido o monstro estadunidense. Segundo Zinn, o mais engenhoso sistema de dominação da história.

Leia também: Zinn: um historiador do povo

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